
Acabou de chegar á nossa redacção, a apresentação da candidatura do PSD com João Marques como cabeça de lista, à junta de freguesia do Ladoeiro.
Para quem não me conhece, o meu nome é Rui Jorge Aziago Marques e resido no Ladoeiro há 29 anos. Completei o Ensino Básico e Secundário na Escola José Silvestre Ribeiro, situada em Idanha-a-Nova. Ingressei na Escola Superior de Educação da cidade da Guarda, onde concluí a licenciatura no curso de Professores do Ensino Básico – Variante Educação Musical. Actualmente, exerço a função de Técnico Profissional de RVC (Reconhecimento e Validação de Competências) - Centro Novas Oportunidades da Escola José Silvestre Ribeiro - nos concelhos de Idanha-a-Nova, Penamacor e Castelo Branco, onde acompanho adultos que pretendam valorizar as suas competências, podendo lutar para alcançar o 4º,6º,9º e 12º anos de escolaridade.
Acompanho também alguns jovens da nossa aldeia, transmitindo os conhecimentos que possuo na arte de tocar guitarra. Sou membro fundador do antigo Grupo de Fados da Associação Académica da Guarda, intitulado “ Capas, Copos & Guitarradas”, que ainda hoje preserva as baladas coimbrãs e o espírito académico inesgotavelmente romântico.
(Des)Cultura
Sou do tempo em que de vez em quando assistia a uma peça de teatro, apresentada por uma qualquer companhia que aqui vinha representar.
Mas, sobretudo, sou do tempo em que convivia com dezenas de jovens da minha idade e uns mais novos e outros mais velhos. Sou do tempo em que fazia parte de um grupo de teatro, o GTL (Grupo de Teatro do Ladoeiro). Quem não se lembra das inúmeras comédias que fizemos? Quem não recorda com saudade a altura do Natal… as peças lindíssimas que se representaram, os presépios ao vivo, a “Missa do Galo”; o vistoso “Desfile de Carnaval” em cada ano, onde todos se uniam para fazer deste o maior desfile de carnaval do concelho; a “Páscoa” e seu simbolismo religioso…
Quem não recorda com saudade as idas ao lares de terceira idade cantar e representar para as gentes mais idosas… quem não recorda com saudade a quantidade de jovens unidos por um sentimento de amizade e espírito dinâmico… as gentes que vinham visitar-nos; o carinho com que sempre fomos recebidos por quem nos convidava; o orgulho da nossa terra em cada olhar, em cada peça, em cada dança, em cada canção…!
Olho para trás e o que resta é saudade! Hoje, os circos já não vêm, não vêm as companhias de teatro, mas sobretudo não vêm as iniciativas que promovem o desenvolvimento cultural da nossa terra.
Fere-me esta passividade que se acomodou! Fere-me saber que continuamos a ser a aldeia com mais jovens e o que têm são 13 cafés para visitar, salvo as aulas de guitarra que vão acontecendo todas as semanas, bem como os ensaios do Rancho da nossa terra.
Incomoda-me a passividade dos órgãos políticos locais. Porque não estabelecem parcerias com instituições? Porque não incentivam os jovens à prática de actividades culturais? Porque não temos um espaço cultural no Ladoeiro?
Por falar em espaços, faço uma pequena abordagem ao designado “Salão Cultural”.
Sou músico há mais de 14 anos, tenho conhecimentos de acústica e posso garantir que aquele espaço é tudo menos uma sala para a realização de espectáculos e vou dizer porquê:
Possui um tecto falso (inimigo da acústica); possui 3 pilares no meio da sala (inimigos da acústica); um tecto altíssimo sobre o palco (inimigo da acústica); janelas e mais janelas envidraçadas (inimigos da acústica); não tem camarins (amigos dos artistas);
Por estas e outras razões não chamem àquilo uma sala de espectáculos! Muito menos um campo de actividades desportivas!
O Ladoeiro parou no tempo e no espaço. Não há movimento! Há gente cansada por não ter nada que fazer… existem outros que se afogam nas ideias, porque não têm como vê-las postas em prática…
O que peço é que se combata esta inércia. É preciso ouvir as ideias que surgem a todo o instante, mas mais do que isso, é urgente transformá-las em actividades, em acontecimentos que se traduzam na valorização do potencial humano que aqui existe.
Que o nosso futuro seja uma saudade constante!
Outros tantos residentes em Penha Garcia subiram ao castelo, formando a plateia com vista privilegiada para as vertentes que formam um dos sítios de interesse geológico e paleontológico (ciência dos fósseis), classificados no Geopark Naturtejo.
O anfitrião, Armindo Jacinto - que dirige o primeiro geoparque criado em Portugal -, diz que os desafios passam por "dar a conhecer ao mercado este turismo de natureza específico", baseado na geologia e paleontologia, mas que se estende a outras actividades.
As escarpas das Portas de Ródão ou os icnofósseis de Penha Garcia são dois dos 16 geomonumentos espalhados por seis municípios (Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Nisa, Proença-a-Nova, Oleiros e Vila Velha de Ródão) do Geopark Naturtejo, aprovado pela UNESCO em 2006.
"Há muitas vezes a noção de que o geoparque foi feito para cientistas ou geólogos. De facto, a classe científica está conquistada. Agora falta dar a conhecer à população a versatilidade deste geoturismo", realça Armindo Jacinto.
A Rede Europeia de Geoparques inclui 34 territórios espalhados por 13 países que testemunham a história geológica do planeta, "contada através de um património geológico único que potencia um desenvolvimento económico assente em práticas sustentáveis de turismo de natureza", conclui.
As sessões de trabalhos vão decorrer terça e quarta-feira, no Centro Cultural Raiano, em Idanha-a-Nova. Paralelamente haverá uma feira dedicada aos geoparques, na mesma altura em que a vila acolhe a Feira Raiana, que junta portugueses e espanhóis, e o Idanha Film and Internet Festival (IFIF).
Os participantes cobrem pontos dispersos do globo, que vão de representantes dos parques naturais da Islândia, até ao Ministério do Ambiente de Angola e ao Brasil, país que terá a maior delegação estrangeira presente e onde a Naturtejo está a apoiar a criação de geoparques.
A Rede Global de Geoparques é um programa instituído em 1998 pela UNESCO, que visa a promoção e conservação do património geológico do planeta e incentiva a investigação e o desenvolvimento sustentável das comunidades nos territórios abrangidos.

A Concessão Tejo Internacional compreende os itinerários IC31, entre Castelo Branco (IP2/A23) e Monfortinho, e a EN353, troço em serviço entre Idanha-a-Nova e o IC31. Já a da Serra da Estrela inclui as seguintes vias: Itinerário Complementar (IC) 6, entre Tábua e Covilhã (IP2/A23); IC7, entre Oliveira do Hospital (IC6) e Fornos de Algodres (IP5/A25); IC37, entre Viseu (IP5/A25) e Seia (IC7); Estrada Nacional (EN) 231, troço em serviço entre Seia (IC7) e Trigais (IC6); EN232, troço em serviço entre Mangualde (IC12) e Belmonte; Estrada Regional (ER) 338, troço em serviço entre Vide (IC6) e Manteigas (entroncamento da EN232); ER339, troço em serviço entre Seia e Lagoa Comprida e entre Nave e Covilhã; e a EN345, Ligação de Belmonte ao IP/A23.
De acordo com o Governo, estas quatro concessões, que envolvem cerca de 800km de estradas para requalificar, conservar ou construir, “são exclusivamente para impulsionar o desenvolvimento do interior, com o objectivo de aproximar os concelhos do interior dos principais eixos rodoviários, e do litoral. Com estas quatro concessões serão melhoradas as ligações de proximidade de mais de 30 sedes de concelho”.
Segundo o comunicado do Conselho de Ministros, a maioria das vias destas quatro novas concessões (60%) será objecto de requalificação, tendo em vista a modernização da actual rede de estradas, melhorando os seus níveis de conservação e de comodidade de circulação e, consequentemente, o serviço público prestado. Apenas 40% são de nova construção.
Refira-se ainda que 90% destas vias são estradas de proximidade, sem perfil de auto-estrada.
Redução da sinistralidade
O comunicado revela ainda que “os investimentos rodoviários concretizados ao longo dos quatro anos e meio de governação permitiram uma redução da sinistralidade rodoviária grave de 32%, o que levou a que em 2007 Portugal fosse distinguido pelo Conselho Europeu de Segurança nos Transportes com o prémio PIN de Segurança Rodoviária por ter sido o segundo País da União Europeia que mais reduziu o número de vítimas mortais entre 2001 e 2007”.
Com estas quatro concessões estima-se que a taxa de sinistralidade grave se reduza entre 20 a 30% nas regiões envolvidas.
Noticia : Jornal Reconquista


UM BELO DIA O “LADOEIRO” ENCONTREI,
DE TANTO NA “INTERNET” NAVEGAR.
COM PRONTIDÃO E ALEGRIA VIAJAREI,
E NO “NATURA” ME IREI ACOMODAR!
Agradecemos a participação de todos e voltaremos em breve com mais passatempos.


Estamos abertos a todos que queiram colaborar.
Coordenação :
Cláudio Anaia
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