
Vê no link abaixo a reportagem da RTP sobre o Festival da Melancia deste ano
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A melancia é um dos principais produtos do concelho e tema de um festival que vai decorrer no próximo fim de semana, mas o presidente do município não esconde que há dificuldades em tornar a actividade rentável.
Neste momento em que a empresa Hortas de Idanha, de que a câmara é sócia, começa a vender melancia em grande quantidade, já o sul de Espanha "exporta melancia de segunda produção", explicou à agência Lusa.
Ou seja, com um clima mais quente, "as primeiras melancias são produzidas em Maio e vendidas a preços altos, porque ainda há poucas; agora, as mesmas plantas dão o segundo fruto, de qualidade inferior e vendido ao desbarato".
Segundo Álvaro Rocha, a concorrência impõe preços que as dezenas de agricultores de Idanha "só com muito esforço conseguem enfrentar", apesar de a melancia "ter mais qualidade", assegura.
O autarca sugere "a regulação da qualidade dos frutos", nomeadamente através da medição do teor de açúcar, assim como a imposição de limites para as margens de comercialização.
Medidas que o presidente da Câmara de Idanha considera importantes para conferir "justiça" ao mercado e à qualidade da melancia portuguesa produzida em Idanha-a-Nova.
Este ano, a empresa Hortas de Idanha prevê comercializar 1.200 toneladas de melancia, mas "já houve chuvas fortes" que podem travar a produção.
Seja como for, vão ser servidos diferentes derivados da melancia, tais como compotas, sumos e caipirinhas no próximo fim de semana em Idanha-a-Nova num festival que inclui um concurso de esculturas com o fruto tradicional do concelho.
O Festival da Melancia, no Ladoeiro, abre no sábado, dia 16, às 17 horas com prova de produtos locais. Segue-se a pesagem e atribuição do prémio do fruto mais pesado e uma sessão ao vivo de confecção de compotas e doces.
O VII Concurso de Escultura em Melancia está marcado para domingo, dia 17, às 18 horas.


Provas de sumo, compotas e outras iguarias de melancia, feira de produtos regionais, tasquinhas, restaurantes e jogos tradicionais à moda antiga, são algumas das propostas da iniciativa.
Aqui pode, ainda, ser encontrada uma exposição de máquinas agrícolas e viaturas todo o terreno
Um dos destaques deste certame prende-se com a realização do Concurso de Escultura em Melancia, cujos prémios variam entre os 250 e os oitenta euros. Há ainda um prémio para a melancia mais pesada.
A sétima edição do certame conta, também, com ‘live cooking', com confecção de compotas e doces de melancia.
A animação musical é outro dos atractivos, com grupos de bombos, ranchos folclóricos e os grupos "Ciranda" e "Quintarolas", para além do artista Rodrigo Manuel.
Para domingo de manhã está marcado um workshop sobre a temática da melancia.
A esta festival associam-se as festas de Santo Isidro e Santa Catarina de Sena, que proporcionam uma grande garraiada.
A noite de sábado, dia 16, conta, ainda, com um espectáculo de fogo surpresa.





O Posto da GNR do Ladoeiro, no concelho de Idanha-a-Nova não vai encerrar. Este foi o tema que esteve em destaque na Assembleia Municipal de Idanha-a-Nova, que decorreu segunda-feira, dia 28 de Fevereiro. Um tema que inclusive levou alguns populares da localidade à reunião.
Os presidentes da Câmara e da Junta uniram esforços assim que souberam desta possibilidade, que lhes foi comunicada, primeiro, pelo comandante do Destacamento de Idanha-a-Nova e, posteriormente, pelo comandante distrital da GNR de Castelo Branco.
A notícia dava com certo o fecho do posto do Ladoeiro, a 1 de Março, e idêntica situação se previa para o posto da Mata, freguesia de Castelo Branco.
Eugénia de Lima, em nome da população, falou no final da reunião e prometeu que ninguém vai baixar os braços enquanto não se souber a certeza de que o posto continuará na localidade e aberto 24 horas, sob 365 dias por ano.
A porta-voz de um movimento criado no Ladoeiro apresentou na Assembleia os argumentos que foram enviados ao ministro da Administração Interna, e que segundo ela são mais do que suficientes para manter o posto aberto.
"Ladoeiro é a segunda maior freguesia do concelho e outras mais pequenas, como Zebreira e Rosmaninhal, mantêm o seu posto aberto", foi um dos argumentos apresentados, complementado pelos factos de na localidade residirem cerca de 1500 habitantes, distribuídos quase equitativamente, por idosos, versus crianças, adolescentes e jovens. Eugénia de Lima frisa que o Ladoeiro dista 15 quilómetros de Idanha-a-Nova e que ultimamente os assaltos se têm multiplicado, numa população dispersa, com habitações isoladas, quintas e propriedades onde existem alfaias, máquinas agrícolas, pivot's de rega, rebanhos e manadas. Estes locais, segundo refere a porta-voz, têm vindo a ser alvo de diversos furtos contínuos.
"A população escolar do Ladoeiro tem que atravessar a estrada nacional 240, sendo a sua protecção de travessia feita por elementos da GNR e deixará de haver quem controle a velocidade a que muitos automobilistas atravessam a localidade", complementa, destacando, ainda outros perigos iminentes em várias frentes, como a droga e o álcool.
"Atendendo ao que se passa diariamente pelo pais e que todos constatamos, considerando ainda que têm vindo a ser prioridades para as edilidades contrariarem a desertificação do interior, somos levados a questionar: afinal falamos de utopias? Como incrementar o desenvolvimento do tal Portugal profundo com a vinda de pessoas e empresas se não nos são garantidos os direitos já adquiridos, considerando que a presença da autoridade é de supra importância para a segurança de pessoas e bens?", questiona.
Eugénia de Lima realça que espera que a situação se resolva da melhor forma e que a população aguarda por uma resposta célere, solicitando o máximo empenho da Assembleia Municipal, no sentido de se conseguir uma informação concreta de que o posto continuará no Ladoeiro, definitivamente aberto.
"Se tal não acontecer, nós já temos programadas outras formas de luta e serão tão agressivas quanto for necessário. Não nos desvincularemos disto, iremos até às últimas consequências, porque e a união sempre fez a força", concluiu.
O período antes da ordem do dia foi preenchido, na sua quase totalidade pelo mesmo tema.
O PSD apresentou uma Moção de Repúdio, onde os argumentos expostos são similares aos da população. Acrescentou que "a tomada desta decisão descurou por completo todos os factores, gerando na população, quer do Ladoeiro, quer do restante concelho, um sentimento grave de insegurança e instabilidade, quer pelos bens pessoais, quer patrimoniais, contribuindo, em larga medida, para a intensificação da desertificação da freguesia em causa e reflexamente do concelho", como afirmou Susana Martins.
Já Paulo Batista, também do PSD, realçou que o seu partido tem vindo a "combater o que tem sido feito, que são medidas activas de apoio à desertificação e para além de outros serviços, se encerramos os postos da GNR obviamente não transmitimos segurança, nem para quem cá vive, nem para quem queira vir para cá".
O deputado ‘laranja' lamentou, ainda, que a governadora civil tenha sido completamente ignorada em todo este processo, conforma revelaram as palavras dos intervenientes.
O presidente da Câmara chegou mesmo a dizer que tinha contactado a máxima entidade do distrito, Joaquim Morão, até porque um dos outros postos que iria encerrar era o da Mata, na freguesia de Castelo Branco.
Fonte : Jornal Reconquista

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